História da AELB

A criação da ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL se deveu ao espírito empreendedor e culto do reverendo Dr. Bolívar Ribeiro Pinto Bandeira, homem de letras, poeta ilustre dedicado servo do Senhor Jesus. Sua iniciativa encontrou eco, motivando que com ele se ombreassem homens do mesmo calibre espiritual e intelectual.  Com eles nasceu a Academia.  A guisa de informações mais detalhadas, quanto à sua origem, transcreveremos, a seguir, sua Ata da Fundação:


"Ata da Fundação da Academia Evangélica de Letras.  Às vinte horas do dia vinte e três de outubro de mil novecentos e sessenta e dois, na sala do Conselho da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, à Rua Silva Jardim, número vinte e três, nesta cidade, Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, reuniram-se, com finalidade de fundar uma Academia Evangélica de Letras, os seguintes intelectuais evangélicos:

Bolívar Bandeira, Sebastião José Ribeiro, Jairo Morais, José de Souza Marques, David de Azambuja, Aguinaldo Costa, Gilberto Maia, Mário Barreto França, Thiago Rodrigues Rocha, Anselmo Chaves, Domício Pereira de Matos, Antônio Neves de Mesquita, Tancredo Costa, Antônio Almeida, Zaqueu Ribeiro, e fazendo-se representar José Luciano Lopes, Galdino Moreira e Benjamim Morais,

os quais sob a presidência do primeiro, constituíram o plenário que passou a discutir a seguinte ordem do dia: primeiro - fundação da Academia; segundo - aprovação dos Estatutos e terceiro - eleição da primeira Diretoria. 

O presidente da Sessão, Bolívar Bandeira, convidou Sebastião Ribeiro para servir de secretário dos trabalhos. 

Em seguida, usando da palavra, apresentou sucinto histórico do movimento de que viria resultar na fundação da Academia Evangélica de Letras.  Em primeiro lugar o Presidente fez a leitura de um pequeno 'dossiê' que ele organizou e distribuiu entre todos os presentes.  Como primeira parte do referido documento, encontra-se a proclamação que o mesmo lançou por 'O Guanabara Presbiteriano', hoje, 'Guanabara Evangélico', aos intelectuais, para a Fundação da Academia, onde declarou que, quando obtivesse dez adesões, faria a primeira reunião preparatória para o aludido fim.  Embora doze intelectuais houvessem respondido satisfatoriamente ao aludido apelo, não pode concretizar, por diversos motivos, a pretendida reunião.  No dia vinte e quatro de junho, na Rádio Copacabana, desta cidade, o professor Sebastião José Ribeiro, que alimentava o mesmo ideal, procurou o Reverendo Bolívar Bandeira a quem hipotecou absoluta solidariedade acertando os dois de se reunirem, dias após, para o estudo das diretrizes que deveriam nortear a fundação da Academia Evangélica de Letras.  Efetivamente, na quinta-feira, doze de julho de mil novecentos e sessenta e dois, às dezoito horas, houve o encontro combinado, na sede do Guanabara Evangélico, à Praça Tiradentes, vinte e cinco, sobrado, acertando-se fazer convocação dos diversos intelectuais, cujos nomes foram sugeridos no aludido encontro.  Foi assim que, no dia treze de setembro, às dezoito horas, atendendo à aludida convocação, reuniram-se, no local acima referido, os seguintes intelectuais:

Aguinaldo Costa, Anselmo Chaves, Antônio Neves de Mesquita, Bolívar Bandeira, David de Azambuja, Domício Pereira de Matos, Eliezer Corrêa de Oliveira, Gilberto Maia, Jairo Morais, J. de Souza Marques, J. Luciano Lopes, Mário Barreto França, D. J. Ribeiro, Tancredo Costa, Thiago Rocha (Luciano Lopes, Barreto França, Gilberto Maia e Domício Pereira de Matos fizeram-se representar). 

Nesta reunião, acordou-se nomear a seguinte comissão para preparar um projeto de Estatuto:

Bolívar Bandeira - relator: Sebastião José Ribeiro, Souza Marques, Jairo Morais e David de Azambuja. 

A comissão reuniu-se nos dias vinte e vinte e sete de setembro e quatro de outubro de mil novecentos e sessenta e dois, no local já referido, desincumbindo-se da sua tarefa.  Nessa ocasião o número de futuros acadêmicos já se elevava a vinte com a inclusão dos seguintes nomes:

Benjamim de Morais, Galdino Moreira, Antônio Almeida, Antônio Dutra Júnior e José Henrique da Matta. 

Elaborado o projeto de Estatuto, a Comissão convocou o plenário para reunir-se esta noite. Terminado o histórico, o presidente consultou o plenário sobre se concordava com a fundação da Academia Evangélica de Letras, nesta data.  Em virtude do voto unânime favorável, o presidente proclamou solenemente fundada a entidade cultural.  Em seguida, foi recebido, com acatamento unânime, o Reverendo Zaqueu Ribeiro, perfazendo-se assim o número de vinte e um acadêmicos. 

Logo após, são aprovados os seguintes Estatutos da Academia Evangélica de Letras:

Art. 1º - A Academia Evangélica de Letras, de âmbito nacional, com sede na cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, tem por finalidade promover a cultura das letras e das ciências, e a influência evangélica nas esferas intelectuais do País.  § 1º - A Academia compõe-se de quarenta membros efetivos e perpétuos, brasileiros e de vinte membros correspondentes estrangeiros, todos do sexo masculino e em plena comunhão com qualquer Igreja Evangélica.  § 2º - Dos membros efetivos, trinta deverão ser residentes no Estado do Rio de Janeiro, e dez nas demais unidades da Federação.  § 3º - O preenchimento das vagas será feito em eleição por escrutínio secreto. 

Art. 2º - Somente poderá ser membro da Academia autor de trabalho de reconhecimento valor literário ou científico, já publicado. 

Art. 3º - A Academia terá a seguinte Diretoria: Presidente, Vice-Presidente, Secretário Executivo, Primeiro Secretário, Segundo Secretário, Tesoureiro e Bibliotecário, eleitos anualmente por escrutínio secreto, podendo ser reeleitos apenas uma vez.  § 1º - O Presidente representa a Academia em juízo e fora dele.  § 2º - As funções dos membros da Diretoria constarão do Regimento Interno. 

Art. 4º - A Academia terá um Conselho Fiscal integrado por três membros e três suplentes eleitos anualmente por escrutínio secreto, podendo ser reeleitos apenas uma vez.  § único - A Academia pode ter comissões especiais previstas no Regimento Interno. 

Art. 5º - A Academia funcionará, ordinariamente, com número igual ou superior ao dos membros da Diretoria, e deliberará por maioria absoluta. 

Art. 6º - O acadêmico somente poderá declarar a sua qualidade de membro da Academia, nos livros que publicar, quando devidamente autorizado. 

Art. 7º - Os membros da Academia não responderão individualmente pelas obrigações da entidade.

Art. 8º - A Academia poderá receber subvenções e auxílios, oficiais e particulares. 

Art. 9º - Em caso de extinção da Academia, os seus bens e valores reverterão em favor de instituições evangélicas de beneficência. 

Art. 10º - Para a reforma destes Estatutos, ou a extinção da Academia e a aplicação do respectivo espólio, serão necessários os votos favoráveis da maioria absoluta dos seus membros efetivos. 

Imediatamente depois, foi eleita, por escrutínio secreto, a seguinte Diretoria, que é a primeira, ficando assim constituída:

Presidente - Bolívar Bandeira; Vice-Presidente - José de Souza Marques; Secretário Executivo - Sebastião José Ribeiro; Primeiro Secretário - Jairo Morais; Segundo Secretário - Gilberto Maia; Tesoureiro - Antônio Neves de Mesquita; Bibliotecário - David de Azambuja. 

Após a eleição e a respectiva posse da Diretoria, elegeu-se também o Conselho Fiscal, que ficou integrado como se segue:

Membros - Tancredo Costa, Mário Barreto França e Anselmo Chaves.  Suplentes - Domício Pereira de Mattos, Thiago Rodrigues Rocha, José Luciano Lopes. 

Feita a eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal, foram tomadas as seguintes deliberações:

Primeira - Que as reuniões da Academia se realizem nas primeiras sextas-feiras de cada mês excetuando a do mês de novembro próximo que se transferirá para a segunda sexta-feira. 

Segunda - Que a mesma Comissão que elaborar os Estatutos fique incumbida da elaboração do Regimento Interno da Entidade. 

Terceira - Que a quota inicial da contribuição seja de mil cruzeiros e as mensalidades de duzentos cruzeiros. 

Quarta - Que se aceite o oferecimento do acadêmico Zaqueu Ribeiro no sentido de instalar, provisoriamente a biblioteca da Academia em seu gabinete, na Igreja Presbiteriana do Brasil. 

Quinta - Que haja um livro especial para o registro de posse dos acadêmicos. 

Sexta - Que seja solenemente instalada a Academia Evangélica de Letras em sessão pública no mês de março. 

Sétima - Que o tratamento entre os acadêmicos nas sessões seja o de confrade com o título de acadêmico. 

Algumas comunicações: o acadêmico Antônio Neves de Mesquita comunicou a publicação de um livro - A Bíblia e as Civilizações Antigas - Trata-se de excelente obra por ele traduzida.  De igual modo, os acadêmicos S. J. Ribeiro e Bolívar Bandeira comunicaram a publicação de seus livros, respectivamente, Panoramas do Natal e Caminhando com Jesus. 

Encerrou-se a reunião com uma oração a Deus.  Orou o acadêmico José de Souza Marques, e eu, Gilberto Maia, transcrevi a presente Ata que foi redigida pelo secretário 'ad hoc', Sebastião José Ribeiro, a qual vai assinada por todos os acadêmicos presentes na ordem das suas Cadeiras."

 

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Vale salientar que, a diplomação do Reverendo Bolívar Bandeira, como primeiro Presidente da Academia, foi efetuada pelo então Presidente da Academia Brasileira de Letras, Sua Excelência Dr. Austregésilo de Athayde.
Como se pode ver, a Academia Evangélica de Letras do Brasil é uma instituição cultural que ao longo de seus anos de existência, tem-se constituído num referencial para os intelectuais brasileiros. Que prossiga sempre assim!


Acad. Rev. Edésio Chequer

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Edital de Convocação para dezembro 2017

17/11/2017 10:43

Publicada a "Carta de Notícias" de novembro

08/11/2017 19:16
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