Celebre a vida plena!

12/06/2015 14:38

CELEBRE A VIDA PLENA!

(Aprendendo Motivação Bíblica com a Parábola do Bambu)

(Deut. 30: 19-20;  João 10: 10, 27, 28

 

Sou filho de missionários Batistas. Nasci em um campo missionário, numa cidadezinha humilde e bem pequena. Depois, com apenas 6 meses, fui morar numa vila de pescadores chamada Ponta da Areia, em Caravelas, na Bahia, onde o meu pai, Pr. Belmiro Duarte fora designado pastor daquela comunidade. Ali, foi implantado um núcleo de estudos bíblicos e isto mudou a vida e a história daqueles pessoas. A presença de um missionário trouxe àquela comunidade vida, perdão e esperança.

 

Jesus veio trazer esperança e vida.  Ele sempre significará vida plena e eu gosto de pensar  nEle como Senhor dessa vida que ele mesmo criou. Alguns textos bíblicos descrevem essa verdadeira vida que deve e precisa ser celebrada:

 

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens...”. João 1:4

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida!” João 8:12

“Eu Sou o Caminho, a verdade e a Vida...”  João 14.6

“Eu vim para que tenham vida em abundância...” João 10.10

“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Jô. 10.11

“Assim como Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas. Jo. 10.15

“Para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3.16.

“...Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna...”. João 4:24.

“Porque a vida foi manifestada e nós a vimos e testificamos dela e vos anunciamos a Vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada” I Jo. 1.2

“O salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Rom. 6.23

 

Por isso, eu gosto muito de cantar essa vida plena em Cristo.  Eu aprecio e valorizo muito os nossos hinos históricos, canções compostas há séculos e que ainda hoje nos enleva o espírito. Eles registram a história da nossa fé!  São  hinos bem compostos. Letra e música se somam numa harmonia completa. Naquela época, hino tinha história. Hoje, qualquer um que saiba três acordes é “compositor gospel”. Aqueles autores tinham vida de oração; os nossos atuais compositores (uma boa parte deles) tem dificuldade até para orar...

 

Até parece que não gosto dos cânticos de hoje. Gosto, sim,  de alguns. Mas é que conheço algumas biografias... O que eles cantam não representam sua história de fé. Muitas vezes são canções que focam apenas um mercado consumista.  E ss chamados estrelas, não cobram cachê, mas exigem que se vendam os seus discos nas igrejas. Uma coisa é trazer e expor e dizer: “Gente, tem cd´s ou dvd´s ali na mesa e se puderem levar para nos abençoar...”. Outra coisa é dizer: “Leva uma caixa de cd e venda primeiro...”.

 

Eu gosto de cantar!

 

“Terás vida em olhar pra Jesus salvador, Ele diz vida eterna eu Eu te dou... 195 CC)

“Buscou-me com ternura, Jesus o Bom Pastor, achou-me da miséria, salvou-me com amor... (37 CC)

“Ó vinde crentes entoai louvores a Jesus, que para a nossa salvação foi morto numa cruz... (85 CC)

“Tu que sobre a amarga cruz, revelaste o teu amor... Vem, oh vem, Jesus Senhor, nossas almas despertar... (164 CC).

“... Deixa o Salvador, com o seu amor, te ajudar, te guiar... Oh abre o teu coração...  (262 HCC).

“Porque vivo está, o amanhã enfrento,  sim vivo está não temerei...” (137 HCC)

 

Esses hinos tem mensagens maravilhosas. Precisamos, isto sim, dar-lhes novo arranjo musical, e traze-los para nossa geração!  Nós precisamos resgatar a nossa história e ao cantarmos esse belos hinos, disponibilizar as letras nos projetos data-shows, retroprojetores... Atualmente, cantando, quem somos? Pentecostais, Assembleianos, Nazarenos, Comunidade, Lagoinha... Mas continuamos nos chamando de batistas e temos uma história muito rica que precisamos contar.

 

CELEBREMOS A VIDA PLENA QUE HÁ EM JESUS!

 

Vamos celebrar a Jesus e proclamar a Sua vida? 

Então eu quero propor-lhes a bela parábola do bambu para que aprendamos muito com seus ensinamentos.

“Um garoto foi passar suas férias na casa de seu querido avô. E como ele gostava de conversar com seu vô!  A fazenda era bem cuidada e havia muitas árvores que davam frutos maravilhosos!

“Numa noite, choveu e ventou bastante. Parecia que a natureza estava com muita ira pois os ventos sopravam furiosamente! Mas todos estava protegidos naquela segura casa.

“No dia seguinte, o garoto foi até a varanda e viu o estrago que o vento fez.  Olhou a enorme figueira na porta da casa tombada com as raízes para cima e gritou apavorado:

“Vô, vô, vem vê, o que o vento fez: derrubou a figueira! Caramba, ela era imensa e precisava de quatro homens para abraçar o seu tronco, como ela se quebrou e caiu no vento e na chuva e este bambu tão fraco continua em pe?

- Filho, o bambu permanece em pé porque é um vegetal especial e ensina algumas lições para nós.  Vamos aprender essa suas lições?

A primeira lição – O bambu é oco, vazio de si mesmo.

Ele aprendeu desde pequeno a se esvaziar para poder suportar as tempestades da vida. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes e jamais proclamaremos a vida que há em Jesus. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do espírito Santo de Deus. Quando eu estou cheio de coisas inúteis para o Reino de Deus, jamais posso proclamar vida!

Para celebrar a vida plena que há em Jesus precisamos nos esvaziar para sermos cheios do Espírito Santo de Deus!

 

A segunda lição – O bambu cria raízes profundas.

 

É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima também tem para baixo em formato de raízes. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus e na oração.

Quanto tempo você gasta em leitura bíblica, devocionais? Compare o tempo gasto em outras atividades e você ficará com vergonha. Ora, o cérebro registra e usa aquilo que lhe dou como alimento.

“A boca fala daquilo que o coração está cheio” (filmes, novelas, futebol, críticas...)

 “Bem aventurado... Pois será como árvore plantada junto a um rio e que seus frutos na estação próprias...” (salmo 1º)

Para celebrar a vida plena que há em Jesus, precisamos nos alimentar diariamente de sua Palavra. Somente os alimentados podem dar alimentos à outros.

 

A terceira lição – o bambu não cresce sozinho! 

 

Você já viu um pé de bambu isolado do grupo?  Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado. Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que longe parecem com uma única árvore.

Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos, pois eles estão trançados um no outro. Uma das grandes forças de quem é fraco é viver em comunidade. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores. As aves voam em bando, assim conseguem se aproveitar do efeito do vácuo deixado pelo pássaro da frente. Além disso, voam sempre cantando, como que incentivando-se mutuamente a não desistirem da meta, mesmo que seja atravessar o oceano em busca de um lugar quente para se reproduzir.

Precisamos aprender a nos trançarmos nos irmãos, criarmos raízes na oração e na comunhão. Ao desenvolvermos uma vida de oração juntos, estaremos nos fortalecendo; pode vier a enchente que vier e não seremos levados, pois estaremos firmes, lado a lado. Você precisa estar solidificado na Palavra de Deus, sólido na fé. Não se deixe levar por qualquer vento de doutrina, por qualquer coisa sem sentido que vem por aí. Você tem a solidez de uma palavra firme que é o Senhor. Tenha a humilde de estar junto, faça mais atividades juntos, peça desculpas aos outros. O cristão deveria ser um especialista em pedir perdão...

Para celebrar a vida plena que há em Jesus precisamos estar mais em união com nossos irmãos, compartilhando vitórias, orando juntos.

 

A quarta lição – o bambu nos ensina a não criar galhos.

 

Você já viu algum bambu com galho?  Como vive em moita-comunidade, o bambu não se permite criar galhos.

Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos que são coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, ensina Jesus, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente para o alto. Não, não é pecado ter galhos; pecado é ficar desenvolvendo e enfeitando galhos que não fazem muito sentido para a vida do cristão: acúmulo de riquezas, padrão de vida exageradamente alto; conquista de posição social; briga pelo poder; esnobação de posses diante de irmãos que mal tem o que comer ou vestir...

A figueira foi ao chão porque desenvolveu tantos galhos que não pode suportar a tempestade. Galhos demais só servem para aves criarem ninhos. Muitos galhos na vida, acabamos por desenvolver “atitudes danosas e mesquinhas”.

É preciso lembrar que uma arvora para dar frutos (João 15) é preciso sofrer a poda. E quanto mais galhos tiver, mais a poda será dolorosa!

Para celebrar a vida plena que há em Jesus, precisamos cortar alguns galhos que impedem nossa comunhão e afastam-nos uns dos outros.

 

A quinta lição – O bambu é cheio de nós. 

 

Como sabe e tem a certeza de que é oco, sabe também que se crescesse sem nós seria muito fraco e quando viesse a tempestade seria rachado de cima até embaixo, como um cano de plástico liso. Os nós no bambu significam etapas que ele enfrentou para poder crescer. E o nó é a parte mais forte e resistente do bambu: ali ele não se partirá mais.

Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabem sendo força nos momentos mais difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos,. pois eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles. Mas são muito exigentes. Devemos, sim, pedir ao Espírito Santo de Deus que nos ajude a passar pelos problemas e sofrimentos, ultrapassa-los, achar-lhes um sentido, descobrir e intensificar a meta. Com o tempo, os problemas superados se tornam nós, firmes, resistentes, difíceis de serem quebrados, como as pessoas que souberam superar seus desafios e limites.

Jesus enfrentou muitos nós e lá no Getsêmani Ele clamava: “Pai, se possível passa de mim este nó...”

Para celebrar a vida plena que há em Jesus, precisamos entender que os nós fazem parte do processo na vida cristã e do desenvolvimento espiritual.

 

A sexta lição – O bambu só cresce para o alto!

 

 Ele aponta para o céu como uma seta, ele só busca as coisas do alto porque essa é a sua meta! É como se dissesse: “Ei, traga-me tudo de bom que está lá em cima, para onde estou apontando!”

Paulo, escrevendo aos colossenses 3.1, suplica: “buscai as coisas do alto...”. Mas parece que nos acomodamos tanto às coisas de baixo, que até temos dificuldade de orar. Perdemos a visão do alto e aí nos envolvemos tanto com as coisas de baixo que o alto vai se tornando insignificante.

Faz sentido orarmos por nossos mesmos e por missões?

Faz sentido estarmos em mutirão de oração diariamente na Igreja ou nos lares?

Faz sentido estudarmos mais a bíblia do que vermos filmes, novelas e programas que agridem Deus, a ética, o caráter e nossas doutrinas?

Faz  sentido intercedermos diariamente pela paz em nossa cidade e pátria?

Quando aprendermos a buscar as “coisas do alto”, nossa vida terá atitudes diferentes e altitude visível: “Ali vai um santo homem, uma santa mulher de Deus!”

Para celebrar a vida plena que em Jesus precisamos crescer para o alto, sabendo que quanto mais alto estivermos mais nos parecermos com Jesus, “assentado num alto e sublime trono”.

 

A sétima lição – E a mais importante; o bambu se curva diante da tempestade!

 

 Ele nos ensina a sermos humildes diante daquele é vento poderoso, forte Deus. Eu não me curvo diante diante dos problemas e das dificuldades, mas diante daquele o único, o princípio e príncipe da paz, aquele que me chama a uma vida de resultados, daquele que é Rei dos Reis e Senhor dos Senhores: Jesus Cristo!

Para celebrar a vida plena que há em Jesus precisamos nos curvar diante da majestade do Senhor Jesus porque um dia, querendo ou não todos os joelhos se dobrarão diante dEle (Fil. 2)

O que estamos celebrando?  Lutas, conquistas, perdas, ganhos, reconhecimentos, sofrimentos, vitórias, derrotas...? Mas também precisamos celebrar milhões de vidas resgatadas!  O maior investimento da Igreja do Senhor não é a aquisição de  automóveis, edifícios, fazendo benfeitorias em seu patrimônio. Não!  É investindo em vidas!  Levando a bendita esperança e povoando o céu com almas, muitas almas para Jesus!

Aprendamos com a parábola do bambu:

Sermos vazios para que o Senhor nos preencha;

Criarmos raízes profundas em sua Palavra;

Crescermos em grupo, desenvolver mais a comunhão.

Não criarmos galhos desnecessários.

Aprendamos a lidar com os nós.

Crescermos para o alto.

Curvarmos diante da Majestade do Senhor Jesus.

 

Nós podemos celebrar Jesus, proclamando a Sua vida. Querer é poder!

 

Que o Senhor da Vida nos ajude a proclamarmos a Vida Plena que há no Seu maravilhoso Nome!

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