Controvérsias entre a ciência e a fé

30/04/2015 17:55

Controvérsias entre a ciência e a fé

Por Rubens Teixeira

Existem muitas controvérsias que confundem o debate entre ciência e fé. Uns dizem que a fé é algo de loucos, daqueles que precisam de algum suporte a mais para viver. Outros não gostam de dar valor à ciência. Porém, os extremos são sempre muito perigosos. A fé costuma estar associada ao bem estar e traz um conforto que afeta positivamente a saúde. A ciência produz inúmeros benefícios à humanidade.

A ciência é experimental, ela certifica o que consegue comprovar. Um médico, ao prescrever um remédio, espera que este promova, no organismo do paciente, um efeito químico já testado antes. Portanto, um profissional da saúde não prescreve um medicamento aleatoriamente. Isso é ciência. E existem princípios que a regem. Um experimento é observado de acordo com o número de vezes que se consegue obter resultados iguais ou semelhantes, mantidas as condições iniciais, e a partir das conclusões, pode-se identificar uma lei.

A Bíblia traz uma definição de fé: ela é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem (Hebreus 11:1). Ela é transcendental. A boa expectativa é um pouco diferente da fé específica. Por exemplo, eu creio que o Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para me salvar, ressuscitou, e no nome dele podemos expulsar enfermidades. Isto é fé!

Na Bíblia, há acontecimentos que a ciência posteriormente comprovou. Todavia, existem situações no texto bíblico que ela não consegue provar. Não consegue atestar nem que é verdade, nem que não é. Por exemplo: crer que o Senhor Jesus ressuscitou. É só por meio da fé que cremos na ressurreição, porque não há nenhum documento sequer ou qualquer experimento que comprove que Ele ressuscitou. Mas, não existe nada que possa afirmar o contrário. Nós cremos que Jesus Cristo ressuscitou através da Bíblia: cremos por fé.

Quando alguém tenta influenciar uma pessoa para que esta pense que está curada, comete um crime chamado charlatanismo. Mas não se pode sugestionar a cura verdadeira a ninguém, porque a fé é algo individual. Um aspecto prático dela é o que o Senhor Jesus falou, em certa ocasião, quando um homem veio a Ele dizendo que seu filho estava com um espírito imundo que o lançava no chão, o fazia perder o controle e os discípulos nada puderam fazer. Ele disse a Jesus: “Se tu podes, fazes algo”. Ao que Jesus respondeu: “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Marcos 9;22-23). Se alguém crê, o faz através de sua própria fé. Não há o que se falar de convencimento feito por terceiro.

Na prática, pode-se verificar que a ciência produz grandes benefícios às pessoas. Seja no sentido de lhes garantir maior conforto, ou mesmo na cura de enfermidades, que definitivamente a ciência contribui para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. Contudo, ela não consegue resolver os problemas espirituais que afetam o ser humano. Essa é a área fértil e importante de atuação da fé. Neste contexto, como é testemunhado por muita gente, traz soluções que além de não serem de possível obtenção pela ciência, em alguns casos, são, inclusive, cientificamente improváveis ou impossíveis.

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