Cuidado! Estão oferecendo a sua vida ou de alguém da sua família para alcançar o poder

30/04/2015 17:53

Cuidado! Estão oferecendo a sua vida ou de alguém da sua família para alcançar o poder

@RubensTeixeira

 

Nos últimos dias, vimos uma sequência enorme de atos violentos desproporcionais no cenário nacional em que muitas pessoas foram feridas. O pior é que se esperam atos ainda mais violentos em manifestações futuras, segundo declarou o secretário de segurança do Rio de Janeiro em entrevista ao jornal O Globo de 11 de fevereiro de 2014. Dentre as vítimas dessa violência barata praticada em nome da democracia, estão policiais e aqueles manifestantes que não agiram de forma violenta, mas se viram no meio dos confrontos entre policiais e pessoas armadas com coquetéis molotov incendiários, paus, pedras, estilingues etc. O último capítulo deste episódio acaba de acontecer de forma trágica e a sociedade está bastante sensibilizada, mas não mais do que os familiares do jornalista cinegrafista da BAND Santiago Andrade.

 

O profissional de uma categoria extremamente importante para a manutenção e amadurecimento da democracia morreu assassinado pelos 'ativistas', inclusive gente que já esteve presa anteriormente pela polícia, mas foi solta por falta de legislação penal adequada que permitisse a polícia, o ministério público e o judiciário colocá-la na cadeia. Por conta disso, mais uma vez, o Congresso Nacional vai dar algumas declarações e até votar leis para dar satisfação à sociedade, mas não vai reparar o prejuízo por mais uma vítima da leniência conjunta de vários entes públicos e, eventualmente, até de uma pequena parcela da sociedade que é complacente com práticas violentas em manifestações.

 

 

Precisamos levar em conta que a maioria dos manifestantes que exercem seus direitos de se indignarem e de exigirem mudanças não tem culpa da violência e nem da morte do jornalista. As pessoas conscientes que compõem as massas poderiam, inclusive, ser vítimas desses inconsequentes. Contudo, mesmo os cidadãos sensatos devem refletir sobre que tipo de comportamento querem para expressar seus anseios. Você deixaria seu filho ou alguém sob sua responsabilidade ir a uma manifestação sabendo que correria esse mesmo risco? E se ele fosse e acabasse atingido de alguma forma, ou mesmo morresse, você diria que o modelo adotado pelas pessoas violentas é justificável ou entenderia que as leis devem continuar como estão?

 

 

Precisamos estar atentos que a violência em manifestações afugenta cidadãos de bem pacíficos que querem mudanças, mas se sentem inseguros de se manifestar. Profissionais da mídia, cumprindo o seu papel importante para que uma democracia se fortaleça, terão maior dificuldade de atuar e de documentar os eventos, se fatos como esses continuarem acontecendo. Com o recrudescimento da violência nos protestos, os policiais precisarão agir com mais firmeza e os riscos de vítimas dos dois lados serão maiores.

 

 

A sociedade e as instituições precisam amadurecer em suas ações e saber que em ambientes de violência todos são potenciais vítimas e as autoridades policiais, que têm o dever de manter a ordem pública, precisam ser apoiadas no sentido de evitar a violência.  Durante protestos, devido à inadequação da legislação e outras fragilidades, pessoas violentas foram presas e soltas, inclusive a pessoa com o artefato que, segundo o secretário de segurança do Rio de Janeiro, já havia sido presa três vezes.

 

 

A dificuldade do poder público de responsabilizar estes criminosos é agravada por conta das atitudes irresponsáveis de instituições, como a OAB/RJ, - que defenderam uso de máscaras e colocaram, gratuitamente, advogados para defender violentos presos, mas não fizeram o mesmo com policiais e manifestantes pacíficos vitimados pelas ações dos violentos - servem como insufladoras de atos como este que resultou em um perverso efeito sobre a democracia e para a imagem do Brasil no exterior.

 

 

A sociedade e a OAB, em especial, sabem que as manifestações são livres no Brasil, mas o uso de armas e do anonimato é vedado pela Constituição. Uma instituição que anda com as leis nas mãos e a democracia na boca não pode alimentar desejos criminosos nos corações de cidadãos. Não pode exercer o nocivo papel de dificultar a ação das instituições que defendem os cidadãos e, com isso, tornar mais viáveis e protegidas as ações de violentos como esta que matou o jornalista.

 

 

Depois da morte do jornalista, a OAB, o parlamentar que teve seu nome envolvido na tropa de defesa dos assassinos do jornalista, bem como seu partido, poderiam fazer uma nota de repúdio a ações de manifestantes violentos que usam coquetéis molotov, paus, pedras, rojões etc. Assim, mostrariam claramente suas posições, contrariando o que os indícios apontam. Eles estão dispostos a fazer esse repúdio aos atos criminosos ou manterão o conveniente silêncio?

 

 

Outra ação importante é que militem pela aprovação do PLS 728/2011, de autoria do senador Marcelo Crivella, que prevê punições severas contra atos terroristas na Copa, além de outros projetos de leis, incluindo um sugerido pelo secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame (PL 370/11, que “estabelece princípios e diretrizes para promoção e instalação de programas, projetos e ações de pacificação social, policiamento comunitário e Unidades de Polícia Pacificadora”).

 

O que não pode acontecer é a sociedade ser refém de criminosos bem amparados que querem se impor pelo fogo, por pedradas, pauladas, estilingues, não se preocupando com quem atingirão ou matarão. Enquanto isso, alguns políticos, militantes e outros cidadãos gritam que governos anteriores foram violentos com alguns. É verdade que violência e tortura são inadmissíveis em qualquer tempo. Todavia, pior ainda é este comportamento dos que querem o poder e mata para atingir esse fim, ou mesmo dá proteção gratuita a seus ‘sócios’ na promoção de badernas, crimes e violências em nome do Direito.

 

Ou a sociedade agirá em sua própria defesa, banindo este tipo de comportamento do seu seio, ou qualquer um de nós poderemos ser vítimas futuras de bandidos que dizem defender a democracia. Esses meliantes são apoiados por instituições, de igual quilate, com pessoas de fala mansa, cheias de latim, mas que são convenientes em suas falas, de termos raros, e coniventes com a morte de cidadãos pela mão dos seus ‘inocentes úteis’, desde que este sacrifício alheio os mantenha ou os leve ao poder.

 

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