Índices de emprego e desemprego no Brasil

30/04/2015 17:52

Índices de emprego e desemprego no Brasil

 

O crescimento econômico de uma nação, apesar de ser condição necessária, não determina automaticamente seu desenvolvimento social. Isto porque as pessoas que não conseguem se alocar no mercado, por baixa qualificação ou mesmo por não terem condições mínimas de sobrevivência, não conseguem se defender em um ambiente competitivo. Devemos levar em conta que se os atos de caridade pública voluntária de alguns cidadãos resolvessem a questão da miséria, não haveria problemas de segurança alimentar para as pessoas em nosso país. Por isso, é preciso uma série de ações compensatórias do governo para suprir a absoluta falta de capacidade que estas pessoas têm de se defender. O governo promove o necessário equilíbrio de forças para que as pessoas tenham condições mínimas de sobrevivência.

Por outro lado, a maioria das pessoas inseridas no mercado vivem de seus salários. Por meio desses recursos, alimentam, vestem e mantêm a si e suas famílias de forma digna. A falta de salário pode levar uma pessoa a uma das condições descritas no parágrafo anterior. Se aumentasse o número de pessoas desempregadas de forma colossal, o país sofreria uma grave crise social. E, se isto acontecesse, para evitar uma tragédia maior, o poder público poderia se ver obrigado a aportar recursos públicos para os programas sociais, o que pesaria mais ainda nos cofres públicos e no bem estar das famílias afetadas. Por esta razão, o governo brasileiro tem envidado esforços para manter a economia funcionando, mesmo nos momentos mais adversos da crise econômica internacional que já dura cinco anos.

Considerando que a subsistência pessoal e da família é uma das principais necessidades de uma pessoa, uma oportunidade de trabalho torna-se prioridade para os assalariados. Desde a Revolução Industrial, com todas as revoltas e reivindicações dos trabalhadores para obterem seus direitos, até os dias atuais, o cidadão busca, de alguma forma, conseguir uma maneira digna de sustento.

Não é em vão que o artigo XXIII da Declaração Universal de Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário, afirma que “Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.” E, a própria Constituição do Brasil, em seu artigo 1º, determina como fundamento do Estado Democrático de Direito brasileiro “IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa”, o que demonstra a preocupação do Estado Brasileiro em cuidar deste direito do cidadão. Jovens sonham em conseguir uma primeira oportunidade, crianças sonham com uma profissão.

Entretanto, o que é de difícil previsão é o quanto uma crise econômica internacional pode influenciar no nível de emprego e produção. Do grande empresário ao mais jovem aprendiz tentando entrar no mercado de trabalho, o temor se faz presente devido às incertezas trazidas pela crise. O índice de desemprego em vários locais do mundo é assombroso, o que causa uma apreensão a nível global, principalmente na Europa, na qual, muitos estão, aos poucos, se recuperando dessa crise.

Neste ambiente cercado de incertezas e tensões sociais, o governo brasileiro fez uma opção clara pela manutenção do emprego e tomou muitas medidas anticíclicas para que, mesmo com produção baixa por um conjunto de motivos, o nível de emprego no Brasil alcançasse patamares elevadíssimos, o que permitiu as pessoas que vivem no Brasil sentirem menos os efeitos perversos da crise, que já está se dissipando lentamente.

Recentemente, uma pesquisa realizada pela consultoria internacional de contratação de pessoas, a ManpowerGroup, revelou que o Brasil é o sétimo país do mundo com a melhor intenção de contratação. No mês de novembro de 2013, a geração de empregos foi a maior em três anos consecutivos. A taxa de desemprego vem caindo e os indicadores indicaram que o ano de 2013 teve níveis menores do que o de 2002.

Com diversos programas sociais que o governo brasileiro implementa, aliado à busca pelo crescimento econômico sustentável, a geração de empregos, trabalho e renda, o Brasil tem alcançado níveis melhores do ponto de vista social. Aproximadamente 36 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e milhares chegaram à classe média nos últimos 10 anos.

Estratégias de longo-prazo formuladas pelo governo federal são implementadas como forma de garantia de estabilidade da economia e, consequentemente, segurança para a criação e manutenção de novos empregos formais. A geração de emprego, trabalho e renda têm papel fundamental e caráter estratégico para o crescimento econômico. Por isso, esses temas têm sido pautas consideradas nas políticas implementadas pelo governo.

Outro grande fator que tem contribuído de forma significativa para o aumento da taxa de emprego é a expectativa para grandes eventos mundiais que irão acontecer nos próximos anos no Brasil. Neste ano de 2014, a Copa do mundo trará milhares de empregos diretos e indiretos para o país. O Estado que tem maior expectativa é o Rio de Janeiro, seguido por São Paulo. As cidades sedes dos jogos estarão na vitrine do mundo, o que beneficiará a indústria do turismo, com grande potencial ainda não explorado no Brasil.

As condições de trabalho para os jovens ainda precisam ser melhoradas através de políticas específicas de geração de empregos. Muitas empresas vêm aderindo sistemas de trainees, jovens aprendizes, entre outros. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), criado pelo governo brasileiro, instituiu “o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho” (CLT). Esse cadastro auxilia na elaboração de pesquisas, projetos e programas, relacionados diretamente com o mercado de trabalho, para que o próprio governo crie mecanismos de atuação na geração de empregos e outros programas sociais, como o Seguro-Desemprego.

A situação, apesar de ter avançado muito no Brasil, ainda é desafiadora, pois mesmo que tenha caído o índice de desemprego, é preciso, entre outras coisas, melhorar a eficiência produtiva e diminuir ainda mais a informalidade. A estrada ainda é longa, mas com as constantes medidas que o governo brasileiro tem tomado, é possível ter uma perspectiva de melhorias na performance dos profissionais, na produtividade das empresas e no aumento da geração e distribuição das riquezas em nosso país, o que certamente trará condições de vida mais dignas ao povo brasileiro.

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