O mundo em 2020, segundo projeção do NIC (EUA)

21/08/2006 11:08


"OS NÉSCIOS PROCURAM APRENDER ÀS CUSTAS DE SUA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA; EU, PORÉM, PREFIRO APROVEITAR A EXPERIÊNCIA DOS OUTROS"

(Johann Wolfgang Goethe - 1749-1832)

 

NATIONAL INTELLIGENCE COUNCIL
(NIC)

• É o Centro para o pensamento estratégico a médio e longo prazos, da Comunidade de Inteligência dos EUA.

• Administra o processo de produção de estimativas pela Comunidade de Inteligência, incorporando o que há de melhor em termos de conhecimento, dentro do Governo e fora dele.

• Entre suas funções principais, citam-se:
 apoiar o Diretor Central de Inteligência (DCI) em seu papel de dirigente da Comunidade de Inteligência;
 ajudar os formuladores da Política Nacional a levantar as informações necessárias que serão apresentadas à Comunidade de Inteligência;
 estabelecer ligação com especialistas e eruditos na área acadêmica e em empresas privadas, a fim de ampliar a perspectiva da Comunidade de Inteligência;
 dirigir os esforços da Comunidade de Inteligência na produção de Estimativas Nacionais e de outros documentos afins.

• Criado há 25 anos.  Seu Presidente (chairman) é subordinado diretamente ao DCI.

• Em sua estrutura, há especialistas distribuídos por áreas:
África
Leste da Ásia
Europa
Oriente Próximo e Ásia Meridional
América Latina
Rússia e Eurásia
Assuntos Militares
Assuntos Econômicos e Globais
Segurança da Inteligência
Ameaças Transnacionais
Alertas Estratégicos
ADM e Proliferação
ALGUNS TÓPICOS ESPECIAIS


• O panorama global em 2020
• Mapeando o futuro global
• Como parece que um asiático vê a globalização
• O que poderá "descarrilar" a globalização?
• Biotecnologia: panacéia e arma
• O status da mulher em 2020
• Riscos para o crescimento econômico da China
• Índia e China: perspectiva a longo prazo
• Ásia: arena para mudança global?
• Envelhecimento e migrações
• Poderia a UE vir a ser uma superpotência?
• A geopolítica do combustível
• Países eurasianos: percorrendo caminhos separados?
• Mudanças climáticas e suas implicações para 2020
• América Latina em 2020: a globalização causará um racha na região?
• Crime Organizado
• Guerra Cibernética?
• Como a África Sub-saariana poderá avançar?
• Instituições Internacionais em crise
• As regras do jogo da guerra: entrando na "terra de ninguém"
• O ambiente pós-guerra como o maior desafio
• O excepcional desenvolvimento tecnológico dos EUA está em risco?
• Como o mundo vê os EUA?


PROJEÇÃO PARA 2020

 Seu propósito é fornecer uma base de partida para o desenvolvimento de cenários globais imagináveis, que indiquem alternativas futuras válidas.

 Este estudo oferece:
- uma visão atualizada da forma pela qual importantes tendências poderiam evoluir nas próximas décadas e um meio de influir no cenário mundial;

- um elenco de possibilidades, como meio de ocupar nossas mentes com desenvolvimentos que, de outra forma, poderiam passar desapercebidos.

 Não visa a prever o futuro - o que, certamente estaria acima da possibilidade de seus autores -  e sim preparar melhor para enfrentar os diferentes desafios que surgirão.

 Foi elaborado mediante consulta a trabalhos semelhantes produzidos para 2010 e 2015 e a realização de uma série de conferências, seminários e eventos semelhantes, levados a efeito nos cinco Continentes, dos quais participaram intelectuais da área acadêmica, líderes empresariais e especialistas da Comunidade de Inteligência, norte-americanos e estrangeiros.

 Este trabalho envolveu mais de mil especialistas e durou cerca de um ano.
PANORAMA MUNDIAL EM 2020


RELATIVAS CERTEZAS
 
INCERTEZAS DE VITAL IMPORTÂNCIA

A globalização é amplamente irreversível, parecendo tornar-se menos ocidentalizada. 
Se a globalização alcançará economias atrasadas; nível para o qual países asiáticos estabelecerão novas "regras do jogo".


Economia mundial substan-
cialmente maior.
(80% > 2000; per capita > 50%)
  
Extensão dos desníveis entre desenvolvidos e subdesenvolvidos; instabilidade em democracias débeis; crises financeiras administráveis ou contidas.

O aumento do número de empresas transnacionais facilitará a difusão de novas tecnologias.
 
Até onde a conexão entre essas empresas constituirá ameaça aos governos.

Ascensão da Ásia  e surgimento de novas economias meio-pesadas. 
Se o crescimento da China / Índia ocorrerá tranqüilamente.

Envelhecimento da população em potências consolidadas.
 
Talento da UE e do Japão para adequar força de trabalho, sistemas de assistência social e populações imigrantes; se a UE tornar-se-á uma
superpotência.

O suprimento de energia de origem mineral é suficiente para atender à demanda global.
 
Instabilidade política em países produtores; interrupções do fornecimento.

Crescente influência das ONG. 
Falta de disposição e capacidade de estados e instituições internacionais para lidar com tais organizações.

RELATIVAS CERTEZAS
 
INCERTEZAS DE VITAL IMPORTÂNCIA

O islamismo político permanecerá  uma força considerável. 
Impacto da religiosidade na unidade de estados e potencial para conflitos; crescimento da ideologia do "jihad".

Aumento da possibilidade em ADM de alguns estados. 
Maior ou menor número de potências nucleares;
possibilidade de terroristas adquirirem armas biológicas, químicas, radiológicas ou nucleares.


Arco de instabilidade abarcará o Oriente Médio, a Ásia e a África.
 
Precipitação de eventos tendentes à derrubada de regimes.


A escalada de conflitos entre as grandes potências provavelmente não levará a uma guerra mundial. 
Habilidade para administrar focos de atrito e competição por recursos.

Meio ambiente e ética ainda mais em destaque. 
Até que ponto as novas tecnologias produzirão dilemas éticos ou os solucionarão.

Os EUA permanecerão a potência hegemônica, em termos econômicos, tecnológicos e militares.
 
Se outros países, mais ostensivamente, desafiarão Washington; se os EUA perderão sua posição vantajosa em C&T.


REFERÊNCIAS AO BRASIL

 "As economias de outros países em desenvolvimento, como o BRASIL, poderão ultrapassar as de quase todos os maiores estados europeus."

 "Os países que recentemente alcançaram status de potência - China, Índia e talvez outros como BRASIL e Indonésia - podem tornar obsoletos antigos conceitos de Leste e Oeste, Norte e Sul, Alinhados e não-Alinhados, Desenvolvidos e Subdesenvolvidos.  Blocos geográficos tradicionais perderão crescentemente importância nas relações internacionais."

 "Haverá um crescente número de grandes empresas transnacionais, cada vez mais fora do controle de qualquer estado e que se constituirão em agentes de difusão de tecnologias e posterior integração da economia mundial, além de promoverem o progresso econômico no mundo em desenvolvimento, em países como China, Índia e BRASIL."

 "Em países colocados no segundo nível de infecção por HIV/AIDS, como Nigéria, Etiópia, BRASIL, Ucrânia e outros da Ásia Central, a doença continuará a disseminar-se além de grupos de alto risco, tendo o potencial de retardar a projeção econômica daqueles países."

 "Além do vertiginoso crescimento econômico da China e da Índia, outras mudanças poderão caracterizar o panorama mundial em 2020.  Dentre elas cita-se o possível crescimento econômico de países como BRASIL, África do Sul, Indonésia e mesmo a Rússia.  Embora com impacto geopolítico mais limitado do que China e Índia, poderão reforçar a posição destes dois últimos."

 "Especialistas reconhecem que o BRASIL é um país que tem muita importância, por causa de sua vibrante democracia, economia diversificada, população empreendedora, vasto patrimônio e sólidas instituições econômicas.  O sucesso ou o fracasso do Brasil em equilibrar medidas econômicas visando ao crescimento, com uma agenda social ambiciosa que reduza a pobreza e a desigualdade na distribuição da renda, terá profunda repercussão na performance econômica e na governabilidade de toda a área.  Como axiomas da política externa brasileira provavelmente permanecerão a atração de investimentos diretos externos e o avanço em estabilidade regional e justa integração.
O BRASIL é um parceiro natural tanto para os EUA quanto para a UE, assim como para as potências emergentes China e Índia.  Tem ainda potencial para aumentar sua influência como exportador de petróleo."


CENÁRIOS

AS CONTRADIÇÕES DA GLOBALIZAÇÃO

 Uma economia mundial em expansão e integração
 A revolução tecnológica
 A persistente desigualdade social

 CENÁRIO FICTÍCIO: O MUNDO DE DAVOS
(Como o crescimento de robustas economias lideradas pela China e pela Índia poderá redesenhar o processo de globalização, dando-lhe uma feição menos ocidental e transformando também a arena política)


POTÊNCIAS EMERGENTES
A MUDANÇA DO CENÁRIO GEOPOLÍTICO

A emergente Ásia
Outros países em crescimento?
Potências em processo de envelhecimento
A crescente demanda por energia
Os EUA como potência hegemônica: quanto tempo poderá durar?

CENÁRIO FICTÍCIO: PAX AMERICANA
(Como a predominância dos EUA poderá sobreviver às mudanças radicais no panorama político global e servir para moldar uma nova e inclusiva ordem mundial)


NOVOS DESAFIOS PARA O GOVERNO

Claudicante processo de democratização
Identidades políticas

CENÁRIO FICTÍCIO: UM NOVO CALIFADO
(Um exemplo de como um movimento global alimentado por políticas religiosas radicais poderá constituir ameaça às normas e valores ocidentais, como fundamento do sistema global)


INSEGURANÇA DIFUSA

Terrorismo internacional transmutável
Conflitos internos em ascensão
Potências emergentes: estopim para conflitos?
O fator ADM

CENÁRIO FICTÍCIO: CICLO DE PAVOR
(Um exemplo de como questões como proliferação de armas podem crescer a ponto de serem necessárias medidas de segurança em larga escala para prevenir a deflagração de ataques mortais, possivelmente apresentando um mundo tipo Orwell)
 
PARTICIPANTES DO ESTUDO


US Intelligence Community
US National Security Agency
UN Millennium Project
Defence Evaluation and Research Agency } UK
 Joint Doctrine and Concept Centre    } UK
Princeton University
Georgetown University
University of Denver
Pennsylvania State University
University of Maryland
Central European University
Bard College
Adolfo Ibañez University
Center for Strategic and International Studies, Washington,DC
International Institute  of Strategic Studies, London
South African Institute for International Affairs
American Enterprise Institute
Asia Society
Stimson Center
Eurasia Group
Rand Corporation
Toffler Associates
Shell International Ltd
Oxford Analytica
Centra Tecnologies
Sharp Global Solutions Ltd
Global Business Network
 

CHINA

População atual: 1,3 bilhão
    em 2020: 1,4 bilhão

PIB: US$ 1,3 trilhão (6º lugar)
 Ultrapassará:  O Reino Unido em 2005
    A Alemanha em 2010
    O Japão em 2016
 Taxa de crescimento anual: 9,5%

Exportações: US$ 325 bilhões

Produção industrial: 3º lugar no mundo

Educação: 1º e 2º graus - Escolas públicas - 556.000
       Alunos - 218 milhões
       Professores - 11 milhões
   3º grau - Universidades - 1.300
    Alunos - 20 milhões
    Professores - 850.000
    (teoria + prática + formação do caráter)

A China continuará a fortalecer suas Forças Armadas através do desenvolvimento e aquisição de modernos equipamentos, tais como aeronaves de combate, submarinos e mísseis balísticos.  Ela ultrapassará a Rússia e outros como o segundo maior orçamento militar nas próximas duas décadas e será uma potência militar de 1ª classe.


RISCOS PARA O CRESCIMENTO ECONÔMICO DA CHINA

• Fragilidade do sistema financeiro e de empresas estatais.
• Efeitos econômicos da corrupção.
• Recursos hídricos e poluição.
• Possível encolhimento de investimentos diretos estrangeiros.
• HIV/AIDS e doenças epidêmicas.
• Desemprego, pobreza e agitação social.
• Consumo e preço da energia.
• Taiwan e outros conflitos potenciais.
CHINA  X  ÍNDIA

 A Índia situa-se economicamente atrás da China, segundo a maior parte dos indicadores, como PNB e per capita.

 Em anos recentes, a taxa de crescimento da Índia situou-se 20% atrás da taxa da China.  Não obstante, alguns especialistas acreditam que a Índia poderá ultrapassar a China como o mais rápido crescimento econômico do mundo.  E, para isso, vários fatores contribuirão:
- sua força de trabalho continuará a crescer até 2020, enquanto que, por causa da política de controle da natalidade (um filho só), a China diminuirá sua população economicamente ativa, que rapidamente envelhecerá;
   - a Índia tem instituições democráticas firmes, o que a torna menos vulnerável a instabilidades políticas, enquanto que a China enfrenta o contínuo desafio de conciliar uma crescente população urbana de classe média com um sistema político essencialmente autoritário;
- a Índia dispõe de mercados de capital e de empresas de padrão internacional em alguns setores de tecnologia de ponta que a China ainda não alcançou.

 O surgimento da China e da Índia, assim como de outras, como principais atores globais assemelha-se ao da Alemanha unificada no século 19 e dos EUA como potência no começo do século 20 e isto transformará o panorama geopolítico, com impactos tão potencialmente dramáticos como os citados, nos dois séculos precedentes.
Assim como comentaristas referem-se ao século 20 como o século norte-americano, o século 21 é visto como o período em que a Ásia, liderada pela China e pela Índia, alcançará o seu papel.
Uma combinação de crescimento econômico auto-sustentado com aumento da capacidade militar e imensa população estará na raiz de sua esperada e rápida ascensão como potência econômica e política.

 China e Índia estão investindo consideravelmente em pesquisa básica nos campos em que se espera uma nova revolução tecnológica.  Entre eles incluem-se os da Tecnologia da Informação, biologia, ciência dos materiais e nanotecnologia.  Tais conhecimentos, associados a equipamentos e métodos de ágil produção de manufaturados , assim como às tecnologias de energia, água e transporte, ajudarão China e Índia em suas expectativas de integrarem o "Primeiro Mundo".

 

JAPÃO


Os interesses nipônicos na Ásia mudaram da região Sudeste para a Nordeste, especialmente China.
O triângulo China - Japão - Coréia cresceu de importância nas duas décadas passadas e especialistas acreditam que o envelhecimento da força de trabalho do Japão aumentará a dependência de investimentos no Exterior e uma maior integração econômica com o Nordeste da Ásia, em especial a China.
Ao mesmo tempo, as preocupações japonesas quanto à estabilidade regional parece que aumentarão em face da crescente crise com a Coréia do Norte, as contínuas tensões entre China e Taiwan e o desafio da integração em face do crescimento da China e da Índia, sem uma ruptura mais séria.  E o crescimento do poder econômico da China parece que estimulará uma maior presença japonesa no cenário mundial.
Pesquisas de opinião indicam o crescimento do apoio popular à idéia de que o Japão deve tornar-se um país mais "normal", com uma política externa dinâmica.  E especialistas vislumbram várias alternativas que o Japão poderá adotar, em função de fatores como o poder crescente da China e sua expansão, a falta de vitalidade da economia nipônica, o nível de influência norte-americana na região e os rumos que tomarem os desdobramentos da crise na Coréia do Norte e em Taiwan.
Ao mesmo tempo, o Japão talvez tenha de escolher entre um apoio penduleante à China ou franca adesão a ela.


RÚSSIA


Seus recursos energéticos dar-lhe-ão impulso para o crescimento econômico.  Todavia, o país enfrenta  um grave problema demográfico, que resultou de uma baixa taxa de natalidade, precária assistência médica e disseminação da AIDS potencialmente explosiva.
As projeções do censo indicam o envelhecimento de sua força de trabalho até 2020.  Outrossim, a atual estratégia russa de se afastar do pluralismo para ir de encontro a um autoritarismo burocrático também diminui a chance de o país atrair outros investimentos externos fora do setor de energia, o que limitará a perspectiva de diversificação de sua economia.
Problemas na fronteira meridional - inclusive extremismo islâmico, terrorismo, estados fracos com governos pobres e conflitos - poderão agravar-se nos próximos quinze anos.  No interior da Rússia, repúblicas autônomas no Norte do Cáucaso permanecerão sendo fonte de tensão e conflitos endêmicos.
Embora tais fatores sociais e políticos limitem o papel da China no cenário mundial, reduzindo sua importância, ela poderá ser, ao menos, um parceiro, tanto dos EUA como da UE, como das potências emergentes China e Índia.
Há ainda a possibilidade de a Rússia aumentar sua influência em outros estados devido ao seu papel importante de exportador de petróleo e gás.


AMÉRICA LATINA


A América Latina parece que se está transformando em um conjunto diverso de países: aqueles que se esforçam para aproveitar as oportunidades oferecidas pela globalização - e estes prosperarão - e outros, tais como, presentemente, as nações andinas, que não querem ou não podem ser deixadas para trás.
Governabilidade e liderança - freqüentemente tendo seu valor decidido pelo povo - distingüirão sociedades que prosperam de outras que permanecem mal equipadas para avançar.  Ambas podem ter histórias de sucesso - como o Brasil - e que podem servir de modelo a outras.  Os EUA estão excepcionalmente posicionados para facilitar o crescimento e a integração, sustando o potencial para fragmentação.
Neste sentido - desintegração - o número de conflitos internos e entre estados tem diminuído, mas sua letalidade e seu potencial para causar maior impacto, uma vez deflagrados, constitui uma real ameaça que deve ser registrada.
Embora nenhum país, isoladamente, venha a ter condições de rivalizar com o poder militar dos EUA até 2020, muitos deles poderão contestar os norte-americanos em suas regiões.  A posse de armas QBRN por um maior número de países até 2020 pode aumentar o custo potencial de qualquer intervenção militar dos EUA ou seus parceiros em uma coalisão.
A maior parte dos adversários dos EUA, sejam eles estados ou atores não-oficiais, reconhecerão a superioridade militar norte-americana.  Todavia, antes que concordar com ela, tentarão circunscrevê-la ou minimizá-la e explorar fraquezas perceptíveis, pela utilização de estratégias assimétricas, inclusive o terrorismo e a aquisição de ADM.

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