• instagram-logo
  • YouTube Social  Icon
  • Spotify ícone social
  • SoundCloud ícone social
  • Twitter Social Icon

© 2019 por Wittenberg

Buscar
  • AELB

“Bíblia: o Livro da Oração”

Acad. Germano Soares (Cad. 28)



Palestra da plenária de junho de 2019


Há certos tópicos que os cristãos estão muito acostumados a ouvir e falar sobre eles. Estamos mais do que familiarizados com termos como "Escritura", "pecado", "salvação", "céu" e "oração". No entanto, essa familiaridade tem um lado bastante negativo: tendemos a perder nosso espanto diante dessas questões muito relevantes ou, pior, não paramos nem para pensar sobre seu significado e importância.

Certa ocasião os discípulos de Jesus fizeram um pedido: “E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos” (Lc11.1). Por serem judeus aprenderam a orar, por conhecerem as Escrituras de sua época sabiam muito bem o significado da oração, suas mentes estavam permeadas de personagens que por meio da oração alcançaram e realizaram grandes proezas, ou simplesmente conseguiram o favor pessoal de Deus.

Alguns dos discípulos de Jesus, antes de o acompanhar, estiveram com João Batista, e por isto aqui irão fazer uma reivindicação. Podemos afirmar que foi o melhor de todos os pedidos que Jesus recebeu, ‘ensinar a orar’, alguns pediram curar, libertação, outros chegaram a Jesus a intervir nos seus negócios de herança, mas aqui os discípulos pedem a ensinar a orar.

Eles até afirmam que João Batista fez isto com seus discípulos, veja que João não só ensinou o batismo, mas os levou a uma prática espiritual, ORAR! O texto bíblico não registra como foi a instrução de João Batista sobre oração, mas eles queriam agora conhecer a de Jesus.

Os discípulos viam na oração uma importância tamanha, enorme, e eles detectaram que durante sua caminhada com Jesus, ele não parou para ensinar a orar, talvez para Jesus orar não se ensina, mas como eles vieram de uma escola que colocou como disciplina a oração, eles queriam ver de Jesus quais seriam suas palavras sobre oração.

Jesus não os censura, imediatamente Jesus responde e faz uma pontuação dos elementos que uma oração deve possuir, não é nossa intensão explorar aqui as palavras de Jesus, mas sim que ele também vai ensinar, e deixar um legado sobre a prática da oração aos seus discípulos como João Batista o fizera aos seus discípulos.

Este acontecimento surge para abrir o propósito do tema a ser explorado e exposto como sugerido a nós, A Bíblia como um Livro de Oração, mas a Bíblia só se torna um livro de Oração, porque Deus é um Deus de oração.

Deus deseja nossa oração, Deus deseja ouvir nos nossos suplícios diários, a oração é um momento pessoal meu com Deus, que vem se perdendo nos dias atuais. O secularismo vem dominando nossas práticas diárias, absorvendo nossos tempos, nossas preocupações, nossas demandas. Já podemos falar de Pastores seculares, que não oram mais, não tem tempo mais para esta prática, não colocam como prioridade no cotidiano de seu ministério. A oração é esquecida, não rejeitada, ninguém ousa dizer que não precisa mais de orar, mas quando colocamos se é uma prática cotidiana, um devocional diário, percebemos que ela foi abandonada, excluída, execrada de nossas vidas, apenas não admitimos, por medo de ser censurados, mas não é mais uma preocupação em nossas vidas.

E quando lemos as Escrituras iremos depara que a oração é um imperativo que ela exige de cada um de nós, a Bíblia é um livro de oração, e por isto ela trabalha a oração no nosso cotidiano, nas nossas vidas. Orar é tão elementar como o alimento, tão fundamental como tenho necessidade social de conversar com outra pessoa, e orar é isto me relacionar com Deus.

Muitos ensinadores cristão afirmam que você só pode escrever uma verdade se esta está sendo uma conduta na sua vida, se vou falar de dízimo, é porque sou dizimista, se vou falar de leitura da Bíblia é por que eu a leio, se vou falar de ética, é por que tenho uma conduta moral pautada né ética cristã. Quem escreveu a Bíblia e falou sobre oração, foi porque era um personagem de oração. A Bíblia pode falar de oração, por que Deus é um Deus que ora.

A Bíblia é um livro de oração porque Deus está sempre orando, quem não ora somos nós.

Como resultado, muitos cristãos concluem: “Deve ser eu. Algo está errado comigo. Se eu me entediar em algo tão importante quanto a oração, então devo ser um cristão de segunda categoria ”.

De fato, por que as pessoas ficam entediadas quando falam com Deus, especialmente quando falam sobre o que é mais importante para elas? É porque não amamos a Deus? É porque, no fundo, realmente não nos importamos com as pessoas ou assuntos sobre os quais oramos? Não. Ao contrário, se esse enfado espiritual descreve sua experiência na oração, podemos afirmar que se você é habitado pelo Espírito Santo - se você é nascido de novo - então o problema é mais sério que podemos imaginar.

Assim como você traz a sua natureza humana com você sempre que entra em qualquer lugar, então sempre que o Espírito Santo entra em qualquer pessoa, ele traz sua natureza santa com ele. O resultado é que todos aqueles em quem o Espírito habita têm novas fomes e amores santos que não tinham antes de ter sua presença interior. Eles têm fome da santa Palavra de Deus, que costumavam achar chata ou irrelevante (1Pe 2: 2). Eles amam a comunhão com o povo de Deus, achando inimaginável viver longe de uma interação significativa com eles (1 João 3:14). Corações e mentes em que o Espírito Santo habita, sentem saudades sagradas desconhecidas para eles anteriormente. Eles anseiam por viver em um corpo santo sem pecado, anseiam por uma mente santa, não mais sujeitos à tentação, gemem por um mundo santo cheio de pessoas santas, e sinceramente desejam ver finalmente a face daquele que chamam de “santo, santo” (Apocalipse 4: 8).

Como os discípulos queremos aprender a orar, a saber o que Deus ensinar sobre oração, o que a Bíblia como livro da oração nos pode ajudar nas nossas orações, um dos pontos é transformar a própria Bíblia como palavras de nossas orações. Basicamente, o que devemos fazer é pegar as palavras que se originaram no coração e mente de Deus, e as circula através do seu coração e sua mente de volta para Deus. Deste modo, suas palavras se tornam as asas para suas orações.

Não só oramos para Deus, mas transformamos Suas palavras nossas orações, como os discípulos com Jesus.

Ao orarmos cada vez mais guiados pela Escritura, mais e mais estaremos orando em sintonia com a vontade de Deus. Além disso, ao orarmos a Bíblia, aprendemos muito mais sobre isso. O Espírito de Deus usará a Palavra de Deus para ajudar o povo de Deus a orar mais e mais de acordo com a vontade de Deus.

Você lê um verso, pensa sobre isso por um momento, fala com Deus sobre isso, então talvez olhe para o texto mais uma vez e comece o processo novamente. Ao fazê-lo, você não está apenas orando a Bíblia ... você está assimilando-a!

E de acordo com as cartas do Novo Testamento de Romanos e Gálatas, uma das mudanças sobrenaturais do coração que o Espírito cria em todos os cristãos é fazer com que elas clamem, “Abba! Pai! ”(Rom. 8:15; Gl. 4: 6). Assim, quando alguém nasce de novo, o Espírito Santo dá aquela pessoa o que o novo Pai deseja, uma nova orientação para o céu pela qual clamamos: “Abba, Pai!” Em outras palavras, a todos os que são habitação do Espírito Santo realmente querem orar. O Espírito Santo faz com que todos os filhos de Deus acreditem que Deus é seu Pai e os preenche com um desejo eterno de falar com ele.

Dake encontrou 176 orações no Antigo Testamento e 46 no Novo Testamento. Eles incluem apenas orações reais, não referências à oração. Todas as declarações como “ele orou, ele suplicou ao Senhor, chamou o nome do Senhor”, etc., não são orações; eles apenas mencionam que certas pessoas oravam. Assim não só a Bíblia é u livro de oração, como também tem orações, orações estas que precisam nos inspirar, a orar, e é este o propósito das orações encontradas nas Escrituras.

A grande confiança suficiente na Palavra e no Espírito de Deus para acreditar que, se as pessoas orarem dessa forma, a longo prazo, suas orações serão mais bíblicas do que se elas apenas criarem suas próprias orações.

Entrando neste princípio queremos apresentar algumas orações encontradas nas Escrituras, a Bíblia é repleta de orações, e cada uma mais impressionante que a outra, que nos comove, anima, e muitas delas foram temas de pregações, palestras, livros e até fonte de argumento acadêmicos.

Começamos com a oração de Abraão pelos justos de Sodoma, encontrada em Gn 18. 17 – 33, Abraão intercede por Sodoma. Seu caráter espiritual é desdobrado e exaltado cada vez mais. Ele emprega a linguagem de um filho nascido livre com seu Pai celestial. Ele apresenta o pedido de justiça aos justos em nome da cidade. Ele se aventura a repetir sua intervenção seis vezes, cada vez diminuindo o número dos justos que ele supõe estar nela.

Isto completa a conversação completa e livre de Deus com Abraão. Ele aceita seu entretenimento hospitaleiro, renova sua promessa de um filho por Sarah, comunica-lhe seu conselho e concede todos os seus pedidos. É evidente que Abraão entrou agora completamente em todos os privilégios dos filhos de Deus. Ele se tornou amigo de Deus, Tiago 2:23 .

O nome de Abraão para Deus - "O Juiz de Toda a Terra" - é outra indicação do monoteísmo de Abraão e da visão muito elevada da justiça de Deus. Os deuses do panteão da Mesopotâmia não eram conhecidos por sua retidão, mas por seus caprichos e pecados. Pelo contrário, o Senhor é o Deus justo e santo! Ele pode ser confiável para fazer o que é certo. Abraão tem certeza disso.

O motivo de Abraão neste apelo, é claro, é salvar seu sobrinho Lot da destruição junto com Sodoma. Esta é a segunda vez que Abraão se arrisca para resgatar Ló. Agora ele vem diante do próprio Senhor com incrível coragem e ousadia!

Deus estava aborrecido com a ousadia de Abraão? Não. Acho que Deus preparou Abraão para esse mesmo ato de intercessão, revelando a Abraão suas intenções por Sodoma.

Aqui está um bom equilíbrio de humildade, conhecendo o nosso lugar, e ainda ousadia, aproveitando a oportunidade que Deus nos deu, convidando-nos a intimidade com ele, o Rei do Céu. Isto é rezar com dois fatores em mente: (1) a alegria de ter Deus como nosso Pai e (2) manter a realização da grandeza de Deus ("quem é a arte no céu") e santidade ("santificada pelo teu nome").

Uma geração mais velha de santos costumava chamar esse tipo de persistência de "orar completamente", orando até que a resposta chegasse. Se quisermos respostas às nossas orações, nós também devemos aprender a "orar através" e não desistir antes que a certeza da oração respondida venha.

Outra oração que merece nossa admiração é a de Moisés após o pecado do Bezerro de Ouro, estou citando Ex33.12-17:

12. E Moisés disse ao SENHOR: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos.

13. Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo.

14. Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar.

15. Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.

16. Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra?

17. Então disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto, que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos, e te conheço por nome.

O anseio de Deus por estar “com” Israel e em seu meio é a razão pela qual a rebelião do povo em adorar o bezerro de ouro em Êxodo 32 é um evento tão devastador. A adoração de Israel ao bezerro de ouro violou o primeiro e importante mandamento de adorar somente a Deus e não adorar ídolos (Êxodo 20: 3-5). Este ato de quebra de aliança pôs em risco todo o projeto de libertação e habitação de Deus no meio de Israel. Como pode a poderosa santidade e glória do Deus de toda a criação viver com e no meio de um povo pecador sem o poder crescente dessa divina santidade destruindo o povo (Êxodo 33: 3)? Essa é a questão-chave com a qual Êxodo 33: 12-17 se preocupa.

Moisés sabe que a única esperança de Israel está no profundo descentramento de Deus sobre o próprio caráter e nome de Deus. Assim, Deus revela a Moisés ainda outro estágio na revelação do nome de Deus em Êxodo. Deus que foi “Eu serei quem serei” (Êxodo 3:14) é agora revelado como “Eu serei gracioso a quem serei gracioso, e mostrarei misericórdia a quem mostrarei misericórdia ” (Êxodo 33: 19). O equilíbrio no caráter mais profundo de Deus se apóia em graça e misericórdia. Deus estende livremente a graça sobre quem quer que Deus escolha. Neste tempo e lugar no Monte Sinai, Deus escolhe amar, perdoar e ter misericórdia dos israelitas rebeldes.

Moisés e Deus têm um relacionamento exclusivamente íntimo (Êxodo 33:11). Com base nisso, Moisés tem sido capaz de cutucar Deus passo a passo para revelar o suficiente do profundo caráter de Deus para encontrar um caminho a seguir que permita que o santo, glorioso, poderoso e bom Deus viva “conosco” (Emanuel) sem nos destruindo, embora possamos ser pecadores.

As dimensões dos caminhos de Deus no mundo permanecerão misteriosas, indescritíveis e incompreensíveis. O que sabemos do supremo amor e misericórdia de Deus, no entanto, é suficiente para que a jornada continue.

Outra oração que gostaria de mencionar neste momento seria a de Salomão e o Templo 1Rs 8.22-53. O pensamento do Santuário Central sendo estabelecido na ex-Jerusalém Cananéia, a tentativa de estabelecer Jerusalém como o lugar onde o Santuário Central seria estabelecido tinha que acontecer em etapas. Foi realizado primeiramente trazendo a Arca da Aliança de YHWH para Jerusalém, e estabelecendo-a lá por vários anos em sua própria Tenda Sagrada, ao mesmo tempo em que o Santuário Central oficial estava operando em paralelo com ela, provavelmente a princípio em Hebrom e depois em Gibeão. Este foi um brilhante conceito de Davi, pois gradualmente reconciliaria as pessoas com a ideia de Jerusalém como um lugar onde YHWH 'havia registrado o Seu Nome' (porque a Arca que representava o Seu Nome (2 Samuel 6.2) estava firmemente estabelecida lá).

Mas, mesmo assim, aparentemente Salomão teve que tentar justificar a ideia para o povo, e é por isso que, em sua "bênção" inicial por ocasião da dedicação do Templo (1 Reis 8.15-21), ele cuidadosamente constrói seu argumento como por que o Templo deveria ser visto como estabelecido com o pleno acordo de YHWH. Nessa bênção ele enfatiza, não que YHWH tenha escolhido uma cidade, mas que Ele tenha escolhido um rei para governar Seu povo Israel (verso 16). E sua justificativa para construir o Templo e torná-lo o Santuário Central está em primeiro lugar no fato de que ele, Salomão, é o sucessor devidamente designado daquele rei sob o pacto de YHWH feito com Davi, que ele então conecta de volta ao pacto do Sinai. (versículos 20-21) e, em segundo lugar, por meio de uma interpretação "ampla" de certas palavras do pacto davídico (versículos 19-20).

É o cronista que mais tarde mostra como Davi foi determinado a estabelecer um templo em Jerusalém, e como YHWH, portanto, concordou com ele para agradar a Davi (1 Crônicas 22: 1-19. Note que é após o incidente da numeração de Israel), e é ele quem descreve as palavras de Salomão pelas quais Salomão reinterpretou a aliança davídica em termos do Templo. Uma vez, no entanto, YHWH graciosamente concordou com Davi e Salomão em seu desejo, e lhes deu permissão para construir o Templo em Jerusalém, Ele então adotou o Templo e Jerusalém em Seus propósitos como compreendidos dentro de Sua escolha de Davi.

Mas deve-se notar cuidadosamente que a ênfase está sempre no fato de que YHWH escolheu Davi, e não no fato de que Ele havia escolhido Jerusalém, e que Ele nunca procurou ou exigiu a construção do Templo. Sua escolha de Jerusalém foi muito secundária, sendo baseado no fato de que era a cidade de 'David o eleito'.

Os V.10, 11. A nuvem encheu a casa do Senhor - A nuvem era o símbolo visível da presença divina, e sua ocupação do santuário era um testemunho da aceitação graciosa de Deus do templo como do tabernáculo (Êxodo 40:34). . O brilho ofuscante, ou melhor, talvez, a densa escuridão portentosa da nuvem, atingiu as mentes dos sacerdotes, como anteriormente fizera a Moisés, que tal espanto e terror (Le 16: 2-13; De 4:24; 40:35) que eles não poderiam permanecer. Assim, o templo tornou-se o lugar onde a glória divina foi revelada, e o rei de Israel estabeleceu sua residência real.

Quando ele ficou de pé com o rosto voltado para o altar, caiu de joelhos e proferiu a maior parte da oração seguinte na postura de ajoelhar-se.

O que há de comum nestas três orações, pecado, e perdão, e a MISERICÓRDIA de DEUS, oração no final são pecadores buscando em Deus perdão, e misericórdia.

Temos muito do quer falar nas Escrituras sobre oração, passaríamos tempos e tempos lendo-as e analisando, gostaria agora de trazer algumas definições sobre oração.

O que é oração? - O que a Bíblia diz?

Orai um pelo outro. Jesus deu um exemplo para nós sobre o que orar. Ele orou por Seus discípulos e por cada geração que viria após Ele. Sua oração era que Deus protegesse e fortalecesse-os enquanto estivessem neste mundo. Jesus também orou por aqueles que viriam a acreditar Nele através da mensagem do Evangelho (João 17).

Ore com fé. “Então, você vê, é impossível agradar a Deus sem fé. Qualquer um que queira vir a ele deve acreditar que existe um Deus e que ele recompensa aqueles que sinceramente o procuram ”(Hebreus 11: 6).

Ore com adoração e reverência.“Exalta o Senhor nosso Deus! Curve-se diante dos seus pés, porque ele é santo! ”(Salmo 99: 5). 'Sim, Senhor', disse o homem, 'eu acredito!' E ele adorou a Jesus ”(João 9:38).

Você saberá com confiança que Deus pode ouvi-lo quando você orar, então abra essa linha de comunicação! Ore, sabendo que não importa o quão longe você vagueie, sua conexão com Ele nunca poderá ser perdida!

“Eu oro para que o seu amor um pelo outro transborde mais e mais, e que você continue crescendo em seu conhecimento e entendimento” (Filipenses 1: 9).

A doutrina bíblica da oração não é apenas um ensinamento sobre um ato religioso. A oração é certamente uma ação religiosa, mas não é apenas uma ação religiosa. A oração não deve ser vista como um fardo ou apenas como um ritual que leva tempo. É fácil para muitos de nós hoje nos sentirmos assim sobre a oração.

Infelizmente, nossos ambientes de distração roubam um tempo precioso que pode ser usado para oração. A oração é, basicamente, a comunicação das pessoas para com Deus. Muitas religiões têm oração, mas somente quando a oração é considerada em seu contexto correto da cosmovisão cristã, ela mostra uma beleza misteriosa .

A oração é um privilégio que temos em Jesus Cristo. Sem Cristo, nossas orações não significam nada. Nós somos salvos nEle, preservados e mantidos. Ele é o mediador entre Deus e o homem. Sem Ele, as orações caem de vez. Podemos ver, ao falar sobre a soberania de Deus e o papel mediador de Cristo, que a doutrina também influencia fortemente nossa compreensão da oração. Nossa teologia determina a profundidade de nossas orações diante de Deus.

Nós não oramos a um deus que pode ou não ser capaz de fazer aquilo pelo qual oramos, oramos ao Deus Triúno das Escrituras, que tem poder de toda a criação e que está intimamente relacionado ao seu povo. O cristão não tem boas razões para não rezar. Os idólatras oram mais do que muitos cristãos, mas os cristãos têm um Deus absolutamente soberano que controla tudo o que acontece, que tem o poder de realmente responder verdadeiramente às nossas orações.

"Aproxime-se de Deus e Ele se aproximará de você."

A oração deve refletir o relacionamento que temos com Deus. Afinal, é lindo pensar que nos foi dada a capacidade de nos comunicarmos com Ele. Em qualquer momento e em qualquer lugar, podemos agradecê-Lo, pedir Sua força, discernir Sua vontade e nos tornar mais semelhantes a Cristo. Como Tiago 4: 8 diz: “Aproxime-se de Deus e Ele se aproximará de você”.

Os líderes do ministério em todos os locais devem modelar a liderança servil cristã para servir aos outros e apontá-los para Cristo. O poder da oração pode ajudar os líderes a crescer espiritualmente e inspirar outras pessoas a se comunicarem com Deus.

Não fique ansioso por nada, mas em tudo pela oração e súplica, com ação de graças, sejam seus pedidos conhecidos por Deus; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e mentes por meio de Cristo Jesus.

Filipenses 4: 6-7

Paulo nos encoraja a orar por tudo com um coração agradecido. Quando estamos abertos e presentes a Ele, Ele nos protegerá com a Sua paz. Esta passagem captura o coração e a mente que devemos nos esforçar para ter quando oramos. Quando combinado com 1 Tessalonicenses 5: 16-18, vemos como devemos estar em oração contínua - isto é, devemos sempre nos conectar com nosso Senhor e Salvador.

E se não pudermos encontrar as palavras “certas” quando oramos? “Da mesma forma, o Espírito também ajuda em nossas fraquezas”, escreve Paulo em Romanos 8: 26-27. “Porque não sabemos por que devemos orar como devemos, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Agora, Aquele que procura nos corações sabe o que é a mente do Espírito, porque Ele faz intercessão pelos santos de acordo com a vontade de Deus. ”Como cristãos, o Espírito intercede em nosso favor durante a oração.

Algumas pessoas tendem a se concentrar em aspectos menos importantes da oração. Deve-se tomar cuidado com detalhes como fechar ou não os olhos, a hora do dia em que oramos e a duração e número de nossas orações. Esses tipos de diretrizes podem ser úteis ou prejudiciais.

CONCLUSÃO

Que a oração seja tão vital e importante na sua vida, que assim como Deus é um Deus de oração, e a Bíblia um livro da oração, sejamos crentes de oração.

Acad. Germano Soares

Cadeira 28

57 visualizações